3 livros sobre Criatividade que eu deveria ter lido bem antes

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3 livros sobre Criatividade que eu deveria ter lido bem antes

O Poder do Hábito

 

Última semana do ano e é quase impossível ficar alheio ao clima retrospectivo, mesmo para nós que não tiramos férias e continuamos por aqui, fechando os planejamentos e as projeções do ano que se aproxima.

 

2016 foi de muito aprendizado aqui na agência, com meses de discussões estratégicas e profundas sobre empreendedorismo, criatividade e inovação. Afinal, esses são alguns dos valores esperados em uma organização e, cá entre nós, é fácil posicionar-se assim. Difícil mesmo é mostrar, no dia-a-dia, na relação com os clientes, com a equipe, e até com você mesmo, que o discurso de criatividade e inovação é posto em prática.

 

Nesse sentido, queria destacar 3 dos livros que nos ajudaram, aqui na TK10, a rever nosso posicionamento e a evoluir nossas atitudes. Em comum, o fato de eles terem sido publicados há alguns anos, mas só tenham vindo parar aqui na agência esse ano. Falha nossa.

 

Ainda assim, antes tarde do que nunca: esses são os títulos que eu recomendaria a qualquer um, independentemente da área de atuação, da idade ou do tempo de mercado.

 

1)     Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade

 

O livro de Austin Kleon é um sucesso no meio publicitário desde 2013 e só precisei de algumas páginas para perceber que deveria ter lido ele bem antes. O livro trata de um assunto que, pra nós, é quase um tabu: a criatividade. Vista por muitos – inclusive por professores e faculdades – como um dom, o que é apresentado aqui é que, como quase tudo no mundo, Criatividade é uma habilidade que pode e deve ser exercitada. E o “roubo” do título é muito claro: referências, referências, referências. Além disso, o livro é curto, desses pra você ter na cabeceira e ficar lendo e relendo, meditando sobre cada uma das dicas que estão lá.

 

Leitura que indico de olhos fechados.

 

2)     Criatividade S.A

 

Ainda no clima de Criatividade e Inovação, me deparei com o livro de Ed Catmull sobre a história da Pixar, com um leve receio de se tratar daqueles águas com açúcar de sucesso. Ainda bem que não é.

 

No livro, o co-fundador da Pixar compartilha a própria situação em 1994, logo após o lançamento de Toy Story, sucesso mundial de bilheteria, público e crítica. A situação de Ed Catmull é a seguinte: enquanto toda a equipe e a imprensa comemoravam um marco na história da animação mundial, ele viu-se inquieto e levemente desmotivado. Afinal, lançar aquele filme era o sonho da vida dele. E, com o sonho atingido, veio a pergunta capaz de amedrontar qualquer um de nós: e agora?

 

É aí que o livro fica interessante de verdade. Ed não quer mais fazer um Toy Story. A missão dele foi ainda maior: quis criar um ambiente com uma cultura de criação e inovação para que inúmeros filmes únicos apareçam. Quis, como queremos todos, que sua equipe “respirasse inovação e criatividade”. E conta ao leitor tudo o que eles fizeram e continuam fazendo para que isso aconteça.

 

O livro é uma aula sobre negócios, liderança, gestão de equipe, inovação, criatividade, erros, erros, erros e acertos. Vale demais.

 

3)     O Poder do Hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios

 

Talvez, dos 3 livros aqui sugeridos, o mais impactante.

 

É que o Poder do Hábito ultrapassa o limite de “livro de negócios” e é daqueles que trata de comportamento humano e se propõe a explicar o que, até então, nos parece inexplicável. Nele, analisa-se a ciência do hábito ou, em outras palavras, o motivo de cada uma das nossas decisões, principalmente daquelas em que nem pensamos antes de tomar.

 

A proposta, aqui, é entender o que move nossos hábitos pessoais e, com isso, transformar hábitos ruins e intensificar hábitos bons, no dia-a-dia, nos negócios, em qualquer coisa.

 

Pode-se pensar, em um primeiro momento, que o livro não tem nada a ver com Criatividade. Não vou me alongar para não te dar spoilers desagradáveis, mas a relação existe e é surpreendentemente simples. Aliás, até relaciona-se com os outros livros sugeridos. Se a Criatividade é um exercício, e se para ser criativo eu preciso exercitá-la continuamente, então é possível transformar a Criatividade em um hábito?

 

Pode parecer meio auto-ajuda, e talvez até seja. Mas o livro é inestimável para qualquer um, independentemente da área de atuação, ainda mais em uma época em que retrospectivas e planejamentos estão tão em alta.

 

Por fim, é ótimo perceber que os livros de negócios estão, aos poucos, deixando a teoria de lado e investindo na prática, nas referências e nas histórias de vida de gente inovadora, criativa e empreendedora.

 

Espero que tenha contribuído por aí, e desde já sinta-se convidado a comentar os seus livros imperdíveis de 2017!

 

Thales

TK10
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